O município surgiu de uma parte territorial da Sesmaria ‘A Fazenda e Igreja N.S. das Neves da Muribeca”, fundada em 1581 pelo Pe. Almada, pertencente aos Jesuítas. Expulsos estes, no ano de 1759, período colonial pambalino, foram as terras arrematadas em hasta pública por Antonio Pereira da Silva Viana, no ano de 1776.

Os povoadores vieram dos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, fixando-se na localidade de Limeira, no atual distrito de Dona América, situado à margem esquerda do Rio ltabapoana, quase na confluência do Rio São Pedro. Sua formação está ligada à navegabilidade do Rio ltabapoana até o ponto em que as cachoeiras interceptavam a subida dos que, vindos do litoral e se aventuravam por essas terras. Limeira constituiu um importante porto fluvial, cujo movimento comercial e de transporte só veio decair com o advento da estrada de ferro, no final do século passado. A fertilidade do solo atraia novos desbravamentos na região. Em 1852, por iniciativa de Manoel Joaquim Pereira, surgiu a Povoação de São Pedro, que veio a ser sede do Município com o nome de São Pedro de Alcântara do ltabapoana, cujo território desmembrado de Cachoeiro de ltapemirim pela Lei Provincial n0 1, de 29 de julho de 1887, foi sede municipal até 1930.

No local da sede atual, sua história nasce no dia 11 de outubro de 1852. Quando o Capitão Pedro Ferreira da Silva compra de José Lopes Diniz em Campos —RJ, junto ao tabelião José Francisco Correa, a Fazenda do Vale Mimozo (da Fazenda Palestina até o Porto da Limeira).

O proprietário do Vale, Capitão Pedro, registra a fazenda no Arquivo Público da Província do Espírito Santo em 1865. Em 1896 recebe do Presidente do Espírito Santo Dr. Muniz Freire a Garantia de Posse, já que a sede da Fazenda havia se tornado Distrito de São Pedro do Itabapoana em 1892. Os Decretos estaduais n0 113 de 26 de novembro de 1930, e n0 3.468 de 1933, transferiram a sede municipal para a povoação de Mimoso, elevada à categoria da cidade com a denominação de João Pessoa, pelo Decreto-Lei estadual n0 15.177, de 31 de dezembro de 1943, o Município passou a chamar-se Mimoso do Sul. A primeira construção de peso da Fazenda Mimozo foi o casarão do Capitão Pedro Ferreira da Silva e de sua esposa D. Joana Felícia Paiva — aproximadamente em 1870.

De sua descendência temos o filho Antão Ferreira da Silva que casou com Maria de Rezende da Silva, natural de São José do Calçado, dessa relação tiveram os filhos: Armilia, Amintha, Maria Josephina, Joanna e Pedro Antão. Antão Ferreira da Silva, faleceu no dia 17 de novembro de 1896, no distrito de São João Batista — Nova Friburgo-RJ, onde estava fazendo tratamento da tuberculose, dos seus filhos temos os seguintes matrimônios com suas respectivas heranças: -Armilia casou-se com Misael Ferreira de Almeida (bens imóveis e propriedades no Rio de Janeiro), tiveram dois filhos: Antão e Joanna; -Arminta casou-se com Coronel Nominato Ferreira da Silva, (Fazenda da Serra), tiveram uma filha: Maria da Conceição; -Joanna casou-se com Dr. José Ribeiro Monteiro da Silva (região do Belmonte e Bairro Pratinha - que recebeu seu nome), tiveram dois filhos que ainda morreram pequenos.

Maria Josephina casou-se com o Coronel Gervásio Monteiro da Silva (São Gonçalo e Fazenda Mimozo), tiveram uma filha: Maria do Carmo. Dona Maria do Carmo ficou sendo a herdeira natural da Fazenda Mimozo, casou-se com Victor Leite, e dessa relação nasceram quatro filhos: Maria de Lourdes, Amelina, Hilda e Gil Leite. Nos dias atuais a família detém boa parte do patrimônio da Sede Urbana Municipal.

Do ponto de vista social, os grupos aqui instalados, não tinham uma elite intelectual do porte da sede e comarca que era São Pedro do ltabapoana, mas tinham determinação perspectiva e vontade de crescer. O movimento crescente, gradativo favoreceu Mimoso a transferir primeiro todo o processo econômico, o capital girava em torno: da Estação Ferroviária, do Comércio, dos proprietários das fazendas vizinhas — segundo a vida política que culminou em novembro de 1930 com a aquisição de condição de Sede Municipal. Em 02 de novembro de 1930, uma caravana constituída por treze caminhões chefiada pela autoridade do Sr. Waldemar Garcia de Freitas, trazia de São Pedro, antiga sede do município, os arquivos das Repartições Públicas para Mimoso, que pelos Decretos n0 113 de 26/11/1930 e 3.468 de 1933, transformavam a então Vila de Mimoso em Sede do Município com o nome de João Pessoa, sendo nomeado o Sr. Pedro José Vieira para interventor. Sendo o mesmo o primeiro prefeito eleito de Mimoso do Sul pelo Partido da Lavoura em 1935. Todavia o Decreto Estadual n0 15.177 de 31/12/1943 de o nome definitivo à cidade de MIMOSO DO SUL.

Foram seus Prefeitos de 1930 à época atual: Pedro José Vieira, Jasson Martins de Araújo (duas vezes), Anibal Athaide de Lima, David Fidalgo Ferreira, José Fernandes Tâmara, Carlos Figueiredo Cortes, Rubens Rangel, João Maximiano Guarçoni (duas vezes), Olímpio José de Abreu, Darcy Francisco Pires, Domingos Serenari Guarçoni, Fernando José Coimbra de Resende (duas vezes), Pedro José da Costa, Benedito Silvestre Teixeira (duas vezes), Ronan Rangel e na gestão atual José Carlos Coimbra de Resende, Flávia Cysne, Ângelo Guarçoni - Giló, Flávia Cysne.

A economia de Mimoso do Sul é totalmente voltada para o comércio e para o setor agropecuário. Onde se baseia nas agriculturas do café arábica nas regiões mais baixas do município e café conilon nas áreas de montanhas. Também se destacam outras lavouras permanentes como laranja, banana, goiaba, coco-da-bahia, palmito, e também as lavouras temporárias como arroz, feijão, mandioca e milho.

Outra fonte econômica em destaque é a pecuária leiteira, que chega em torno de 14.000 litros por ano. Mimoso é um dos municípios capixabas com maior número de cabeças de gado, cerca de 59.000 cabeças. Se destacam também a pecuária suína, equína, bubalina e aviária.

A produção industrial de Mimoso do Sul basea-se nos setores de rochas ornamentais como o mármore e o granito, cuja produção é voltada para o mercado interno e externo como, Japão, Itália e Estados Unidos.

Uma região rica em casarios históricos é o distrito de São Pedro que possui 41 patrimônios históricos e culturais. O distrito é também muito conhecido pelo tradicional Festival de Sanfona e Viola de São Pedro, em que ocorrem anualmente apresentações de atrações nacionais da música sertanejos e violeiros da região.

A festa da cidade, que acontece em data móvel, tem início geralmente na segunda quinta-feira do mês de julho. Já o Festival de Sanfona e Viola de São Pedro tem início entre a última semana do mês de julho ou na primeira semana do mês de agosto.

Na época do carnaval, acontece um dos melhores carnavais do Espírito Santo com os desfiles dos blocos de ruas que animam os foliões.

Um dos principais pontos turísticos de Mimoso do Sul são o mirante do Cristo Redentor, a Cachoeira das Graças, o pico dos Pontões (localizado no distrito de Conceição do Muqui) e a pedra Estrela d'Alva, onde, em dias claros, se avistam as praias de Marataízes.

Principais pontos turísticos


Monumento ao Cristo Redentor
 Obra inaugurada em 11 de julho de 1982, teve como construtor o Sr. Antônio Moreira.

São Pedro de Itabapoana
 Sitio histórico. Antiga sede do município. Dista 30 km da sede.

Mina
Localizado no córrego Santa Marta no final da Rua São Sebastião.

Pocitos
Dista 4 km seguindo a Estrada de Ferro Leopoldina para Cachoeiro de Itapemirim. Está localizado no rio Muqui do Sul.

Cachoeira das Garças
Localizada no Rio Itabapoana. Dista à 30 km da sede na Estrada Mimoso-Apiacá.

Corredeira do poço D’antas'
Localizado no rio Muqui do Sul na Fazenda Poço D’antas no distrito Conceição do Muqui. Dista 32 km da sede.

 

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Mimoso do Sul

http://www.mimosodosul.es.gov.br

  Características Geográficas   
  Área: 867,281 km²
População: 27.130 Habitantes
Altitude: 80 m

 
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